O deputado estadual, R. Nelson Vieira (PL), afirmou que vai ofertar denúncia por crime de improbidade administrativa contra o governador Clécio Luis (União Brasil), por conta do suposto uso indevido do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), para monitorar o pré-candidato ao governo do Amapá, Dr. Furlan (MDB).
“Vieram a público provas de que a estrutura do GSI estaria sendo usada para filmar e monitorar o pré-candidato a governador Dr. Furlan. Isso é muito grave”, disse o parlamentar nas redes sociais.
Segundo R. Nelson, a máquina pública não pode ser usada para intimidar ou perseguir adversários políticos. “Por isso, além do pedido de exoneração, vamos protocolar requerimento na Assembleia convocando o chefe do GSI e o cabo envolvido para prestar esclarecimentos. O povo do Amapá precisa saber a verdade”, afirmou R. Nelson, que deve fazer representação contra o governador. “Estou estudando uma forma de representar o Clécio por crime de improbidade administrativa. Seguiremos acompanhando e cobrando providências”.
A "arapongagem" — termo popular para atividades de espionagem ilegal, monitoramento clandestino ou inteligência fora dos limites legais praticada por agentes públicos — é considerada um ilícito gravíssimo e pode configurar tanto crime quanto ato de improbidade administrativa. O Supremo Tribunal Federal (STF) tem se posicionado firmemente de que arapongagem é crime e ilícito gravíssimo quando praticada pelo Estado.
Denúncia
O pré-candidato ao governo do Amapá, Dr. Furlan (PSD), denunciou através das redes sociais, na tarde deste sábado, 07, que um militar ligado ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI) o perseguiu durante um encontro de família que ocorreu na noite de sexta-feira, 06.
De acordo com Dr. Furlan, o homem estava filmando ele e sua família dentro de um carro e, quando abordado, deu um nome falso. Após insistir, Dr. Furlan descobriu que o trata-se de um cabo da polícia militar ligado ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI), responsável pela segurança do governador.
"As providências já foram tomadas, reforço que não deixarei que coloquem em risco a minha família e esperamos que tudo seja esclarecido", afirmou Dr. Furlan, que já registrou um Boletim de Ocorrência.
Sem escala
Clécio utilizou as redes sociais para dizer que o militar fazia parte da equipe precursora e que estaria de trabalho. No entanto, documentos comprovam que não tinha escala do GSI na noite de sexta-feira, 06, e o próprio governador não foi convidado para o evento de posse do promotor, João Furlan, como presidente da Associação dos Promotores do Amapá.