Os trabalhadores e trabalhadoras da educação da rede estadual, reunidos em assembleia geral realizada nesta segunda-feira (30), decidiram quase por unanimidade pela rejeição da proposta apresentada pelo Governo do Estado para a campanha salarial de 2026.
De acordo com o documento encaminhado pelo Executivo estadual , a proposta de reajuste do GEA prevê a concessão de 5,4% sobre o vencimento base inicial das carreiras da Educação Básica, com implementação a partir de abril de 2026, abrangendo professores, pedagogos, especialistas, auxiliares educacionais e demais cargos da rede.
Apesar disso, a categoria avaliou que os 5.4% apresentado não atende às necessidades reais de valorização profissional, uma vez que não recompõe os percentuais de perdas acumuladas ao longo dos anos. Em assembleia anterior, os trabalhadores já haviam aprovado como pauta viável o índice de 17,5% de reajuste, considerado necessário para garantir ganho real e dignidade à categoria.
Diante desse cenário, os trabalhadores deliberaram pela realização de três dias de paralisação, nos dias 31 de março a 6 de abril, com mobilização e concentração na Praça da Bandeira, em Macapá, a partir das 8h.
Será realizada uma nova assembleia geral no dia 6 de abril (segunda-feira) em praça pública, onde a categoria irá avaliar o cenário e definir os próximos rumos da luta.
A presidenta do SINSEPEAP, Kátia Cilene, reforçou o protagonismo da categoria no processo de decisão “A categoria decide os rumos da sua luta. Não vamos abrir mão da valorização que os profissionais da educação merecem. Seguiremos firmes, mobilizados e organizados.”
O SINSEPEAP reafirma seu compromisso com a defesa dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras da educação e convoca toda a categoria a fortalecer a mobilização nos próximos dias.