O Amapá vive um momento de forte representação política em Brasília, mas essa influência ainda não se converteu na conclusão de obras estruturantes que se arrastam há décadas. É o caso da BR-156, rodovia que liga Macapá a Oiapoque, Laranjal do Jari e à Ponte sobre o Rio Jari.
Atualmente, o estado conta com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), o líder do governo Lula no Congresso Nacional, senador Randolfe Rodrigues (PT), o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes (PDT), e o governador Clécio Luís (União Brasil), aliado do presidente Lula (PT). Mesmo com esse grupo político, as obras seguem sem conclusão e ficaram, mais uma vez, só na promessa.
Em novembro de 2024, o grupo político trouxe ao Amapá o ministro dos Transportes, Renan Filho. Na ocasião, Davi Alcolumbre destacou que a obra refletia a união de esforços entre governos federal, estadual e a bancada federal. O governador Clécio Luís ressaltou a relevância histórica da rodovia, que finalmente conectará o Amapá à malha rodoviária nacional, e descreveu o momento político como favorável para a concretização da obra.
O senador Randolfe Rodrigues enfatizou o impacto transformador da pavimentação da rodovia, que encerraria o isolamento do estado, enquanto o ministro Waldez Góes reafirmou o compromisso do governo federal em avançar com obras estruturantes que tragam benefícios concretos para a população.
No entanto, a população segue sofrendo com trechos da BR-156 sem pavimentação asfáltica e a Ponte sobre o Rio Jari sem conectar via terrestre o Amapá com o restante do Brasil.