Após a derrota no Senado com a rejeição do nome de Jorge Messias para o STF na noite de quarta-feira, 29, o presidente Lula (PT) e aliados mapearam “traições” na votação e já discutem retaliações políticas. A informação é do jornal Folha de S. Paulo.
Em reunião no Palácio da Alvorada logo após o resultado, integrantes do governo e aliados identificaram dissidências no MDB e no PSD, em um movimento que teria sido conduzido pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
Ministros na mira
Aliados do presidente apostam na exoneração de indicados de Alcolumbre para reduzir a força do senador em Brasília. Os principais nomes citados são os ministros Waldez Góes (Integração e Desenvolvimento Regional) e Frederico Siqueira (Comunicações).
Segundo participantes da reunião, Lula demonstrava serenidade e buscava confortar Jorge Messias após a rejeição.
Eleições de outubro
Parte do governo defende que Lula se empenhe para derrotar candidatos ligados a Alcolumbre no Amapá nas eleições de outubro. A estratégia visa diminuir a influência do presidente do Senado no Congresso.
A pressão interna é para que todo e qualquer indicado por Alcolumbre no governo federal seja demitido, o que aliados consideram um rompimento inevitável com o grupo político do senador.