O possível acordo do União Brasil para apoiar a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência em 2026 pode isolar o senador Randolfe Rodrigues (PT) no Amapá e tirar dele o palanque do governador Clécio Luís (União Brasil).
A tensão entre União Brasil e PT cresceu após a rejeição do nome de Jorge Messias para o STF e a derrubada do veto do presidente Lula (PT) ao projeto da Dosimetria. Ambas as articulações foram encabeçadas pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil).
Com o cenário de “guerra” em Brasília entre Lula e Davi, a disputa deve respingar no projeto de reeleição de Randolfe ao Senado. No Amapá, o senador depende da aliança com Davi e Clécio, principais nomes do União Brasil no estado.
Caso o racha se confirme, Randolfe teria que lançar candidatura própria do PT ao Governo do Amapá para garantir palanque estadual em 2026. Hoje o PT não tem nome competitivo para o Executivo local.
Randolfe foi reeleito em 2018 com apoio de Davi Alcolumbre. Em 2022, Clécio Luís venceu o governo estadual após deixar a REDE e migrar para o Solidariedade, também com aval de Alcolumbre. A aproximação entre Randolfe e Lula nos últimos anos não impediu a manutenção da aliança com o grupo de Davi no estado. Mas, com a “guerra” estabelecida, o cenário pode mudar.