A defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro entregou à Polícia Federal e à PGR (Procuradoria-Geral da República) proposta de delação premiada no âmbito das investigações do caso Master, que apura fraudes bilionárias no mercado financeiro.
A entrega foi feita em um pen drive, na sede da PF, em Brasília, e na PGR. Agora cabe aos órgãos analisar o conteúdo para verificar se há elementos probatórios novos para os inquéritos. Segundo investigadores, esse período de análise pode levar mais de dois meses.
Conforme revelou a CNN, o material é separado por anexos divididos em personagens. Na proposta, o ex-banqueiro narra datas, horários e cidades sobre encontros, reuniões, festas e viagens com políticos.
Segundo interlocutores com acesso às informações, há citação a políticos de direita, de esquerda, mas principalmente de centro. Os pré-candidatos à presidência Lula e Flávio Bolsonaro estão de fora da proposta, ainda de acordo com a apuração.
Impacto no Amapá
No Amapá, a tensão aumenta por conta do repasse de R$ 400 milhões da Amapá Previdência (AMPREV) para o banco Master. O destino dos recursos e as tratativas envolvendo agentes públicos do estado devem ser detalhados na colaboração, caso o acordo seja homologado.
A operação do Master é investigada por suspeitas de irregularidades na captação de recursos de fundos de pensão e regimes próprios de previdência de estados e municípios.
Após a análise, PF e PGR decidem se negociam os termos finais da delação com Vorcaro. Para ser validado, o acordo precisa ser homologado pelo STF. A colaboração só tem valor jurídico após a homologação e a comprovação das informações apresentadas.