O Ministério Público do Estado do Amapá (MP-AP) divulgou nota de esclarecimento nesta quarta-feira (6/5/2026) para repudiar o que chamou de “afirmações ofensivas e levianas” veiculadas em blogs sobre a atuação do Grupo Especial de Atuação no Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
A manifestação ocorre após o cumprimento de mandados de busca e apreensão na Câmara Municipal de Macapá e na Prefeitura de Macapá, tendo como alvos servidores públicos vinculados aos dois órgãos.
Segundo a nota, a operação ocorreu “em estrito cumprimento de decisão judicial regularmente expedida no âmbito de investigação em curso”, diante da necessidade de apreensão de objetos e documentos para elucidação dos fatos apurados.
O MP-AP destacou que o Gaeco integra a estrutura da instituição, vinculado ao gabinete da Procuradoria-Geral de Justiça, com respaldo na Lei Estadual nº 2.621/2021 e na Resolução nº 018/2016 do Colégio de Procuradores de Justiça do MP-AP.
O órgão reafirma que todas as medidas adotadas pelo Gaeco “observam a legalidade estrita, a regularidade formal e o devido controle jurisdicional, sempre fundamentadas em decisões judiciais e sujeitas aos mecanismos institucionais de fiscalização”.
A nota cita ainda ofensas dirigidas à honra da promotora de Justiça coordenadora do Gaeco e de seus familiares. O MP-AP informou que os fatos serão apurados pelos órgãos competentes e que as ofensas “não têm o condão de intimidar ou impedir a continuidade das investigações e a adoção das providências legais cabíveis”.
Os mandados cumpridos nesta quarta-feira estão relacionados a uma representação da defesa do ex-prefeito Dr. Furlan (PSD), que alega irregularidades no protocolo de documentos que poderiam torná-lo inelegível. A defesa sustenta que houve falsificação para prejudicar Furlan na disputa ao Governo do Estado em 2026.
O material apreendido pelo Gaeco nos setores de protocolo da Câmara e da Prefeitura será periciado. O MP-AP não detalhou o conteúdo da investigação, que corre sob sigilo.