Aproximadamente mil mulheres estão na fila de espera para consulta na Maternidade Mãe Luzia e MP faz cobrança ao GEA

Aproximadamente mil mulheres estão na fila de espera para consulta na Maternidade Mãe Luzia e MP faz cobrança ao GEA

O número elevado de mulheres na fila de espera para consulta cirúrgica no Hospital da Mulher Mãe Luzia (HMML) foi tratado na terça-feira (5), na Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde, pelos promotores Fábia Nilci e Wueber Penafort, com representantes da unidade hospitalar e da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). O assunto é objeto de procedimentos administrativos que tramitam no Ministério Público do Amapá (MP-AP). 

O objetivo dos promotores é conferir avanços e dificuldades nos atendimentos das pacientes, que a gestão estadual apresente soluções para reduzir a fila de espera na ginecologia e que atualize o cadastro das pacientes, a fim de reduzir o tempo de espera e garantir dignidade para as mulheres. 

Presentes na reunião, Cristiani Gomes, diretora da Maternidade Mãe Luzia; Mona Lee,  assessora jurídica da Sesa; Diego Conrado, secretário do gabinete hospitalar da Sesa; e Sávio Sarquis, da Coordenação de Planejamento. 

A diretora Cristiane Gomes informou que o atendimento continua uma vez por semana para cada um dos sete médicos no HMML, e que as cirurgias são realizadas por cinco cirurgiões da unidade. Explicou também que, atualmente, aproximadamente mil mulheres estão na fila de espera para uma consulta. 

Como medida de impacto, a diretora informou que o Governo do Estado vai aderir ao programa “Agora tem mais Especialista”, do Governo Federal, e os investimentos serão direcionados para as cirurgias ginecológicas. Estão previstos 838 procedimentos cirúrgicos como laqueadura e histerectomia, que serão realizados no Hospital da Vila Amazonas, no município de Santana. 

Deliberações

Na reunião foi deliberado que a direção da Maternidade Mãe Luzia tem o prazo de até 30 dias para atualizar contatos das cerca de mil pacientes que estão na lista de espera. Os promotores recomendaram que o Estado assuma a lista de pacientes que aguardam cirurgias e que sejam organizadas as pacientes para os profissionais operarem sob controle rigoroso da produtividade semanal de casa profissional. 

Os representantes da Secretaria de Saúde solicitaram o prazo de 10 dias para organizar o cronograma. No próximo dia 22 de maio, a Sesa se comprometeu em apresentar propostas de curto, médio e longo prazo. 

Serviço:
Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Amapá
Texto: Mariléia Maciel 


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