R. Nelson denuncia licitação de R$ 1,5 bilhão e pede investigação contra secretários de Clécio por suposto favorecimento

R. Nelson denuncia licitação de R$ 1,5 bilhão e pede investigação contra secretários de Clécio por suposto favorecimento

O deputado estadual R. Nelson elevou o tom contra o governo Clécio Luís (União Brasil) e protocolou representação no Ministério Público do Amapá pedindo investigação sobre possíveis irregularidades em licitação que ultrapassa R$ 1,5 bilhão no setor de infraestrutura.

Segundo o parlamentar, a Concorrência Eletrônica nº 052/2025 teria prejudicado empresas locais para beneficiar uma empresa de fora do Estado. O Lote 01 sozinho movimenta mais de R$ 618 milhões. 

R. Nelson afirma que a desclassificação de propostas de empresas amapaenses pode gerar prejuízo superior a R$ 61 milhões aos cofres públicos.

O documento aponta diretamente os secretários:

Max Douglas Freitas Yataco, da SECCOMPRAS

Odailson Picanço Benjamin, da SEINF

A denúncia pede apuração sobre pareceres técnicos, sucessivas suspensões da licitação e possíveis manobras que, segundo o deputado, abririam caminho para favorecer a Construtora A. Gaspar S/A, sediada no Rio Grande do Norte.

TCE já atuou

A representação também destaca que o Tribunal de Contas do Estado já identificou indícios de irregularidades no certame e determinou medidas cautelares para suspender atos da concorrência.

Pedidos ao MP

No documento enviado ao MP-AP, R. Nelson pede investigação por possíveis:

Atos de improbidade administrativa

Frustração do caráter competitivo da licitação  

Eventual direcionamento do processo licitatório

Repercussão

O deputado ganhou apoio de empresários e internautas após cobrar prioridade para empresas do Amapá em contratos milionários financiados com dinheiro público. Nos bastidores, a movimentação já é vista como uma das maiores ofensivas políticas contra contratos da atual gestão.

Nos corredores da política, o caso já começa a ser tratado como mais uma “bomba” na área de infraestrutura do governo Clécio Luís, pelo valor bilionário e pelas suspeitas de exclusão de empresas locais.

Outro lado

A reportagem procurou o Governo do Estado, a SECCOMPRAS, a SEINF e a Construtora A. Gaspar S/A. Até o fechamento, não houve resposta. O espaço segue aberto para manifestação.

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