“Não existe mais”. Católicos amapaenses manifestaram profunda tristeza e revolta com a reforma da Capela Histórica da Fortaleza de São José de Macapá. Para o grupo Amapá Católico, a intervenção removeu o altar e as mobílias de madeira tradicionais, eliminando o aspecto de capela.
A crítica é à decisão “monocrática, arbitrária e unilateral”, que transformou o local em um “espaço multi-uso” sem debate público.
Na carta pública, os fiéis dizem se sentir desrespeitados na fé e na cultura. O ponto central: a retirada do altar e das mobílias de madeira tirou a identidade religiosa do ambiente.
“Eliminando o aspecto de capela”. O espaço, que por quase 3 séculos abrigou a Santa Missa, oração do Rosário e culto divino, foi reconfigurado.
*Um lugar distante da Amazônia, símbolo do patrocínio de São José e da fé cristã católica, hoje não existe mais”.
Os católicos questionam o duplo padrão: “Por que o nome de um teatro é tão importante a ponto de mobilizar toda a sociedade, mas uma capela histórica de quase 3 séculos é deformada sem protesto?”
Para o grupo, houve flagrante desrespeito à identidade e ao patrimônio que se conservou por séculos.
O manifesto cobra que os responsáveis reconsiderem a decisão de dessacralizar o ambiente destinado ao culto divino e à memória religiosa.
*Não a um espaço ‘multi-uso’”. O apelo final: “Que São José interceda pelo povo amapaense”.
O Governo do Amapá e o órgão responsável pela Fortaleza. A secretaria de Estado Cultura, Clícia Dimiceli afirmou nas redes sociais que a restauração da Fortaleza segue avançando, etapa por etapa, com responsabilidade e respeito à nossa história.
“Nesta segunda fase, foram entregues a cafeteria, a galeria de arte e parte do restauro da capela. A intervenção na edificação foi concluída, enquanto o mobiliário histórico segue em processo de restauração e será entregue na terceira e última etapa”.