Áudios atribuídos ao professor Walmir Pinto, que se declara "linha de frente" das campanhas de Clécio, Randolfe, Dudão Costa e da deputada Zeneide Costa no município de Mazagão, circularam nesta quinta-feira, 09/07/2026, em um grupo de WhatsApp com mais de 700 integrantes e causaram revolta.
Nas mensagens, Walmir faz declarações sobre supostos relacionamentos com professoras do município e cita também o nome do ex-prefeito Dudão Costa, professor e pré-candidato a deputado federal pela federação PT/PV/PCdoB.
Segundo relatos de integrantes do grupo, nos áudios Walmir:
1. Afirma que ele e o ex-prefeito Dudão Costa estariam sendo alvo de "boatos" e cita professoras do município.
2. Em um segundo áudio, menciona suposto relacionamento com uma adolescente de 16 anos e relata ter usado um familiar para priorizar atendimento no Pronto Socorro. Também cita que um terceiro teria se referido à adolescente de forma pejorativa.
O conteúdo gerou comparação, por parte de moradores, com casos de exposição de estudantes nas redes.
Um analista jurídico ouvido avalia que, se confirmada a veracidade e autoria, as falas podem ter desdobramentos em 3 frentes:
1. Esfera Criminal
- Calúnia e Difamação - Art. 138 e 139 do CP: Ao atribuir fatos que atingem a honra de professoras do município, mesmo sem citar nomes, a divulgação pode enquadrar em crime contra a honra se causar dano à reputação.
- Casos envolvendo menor de 18 anos: A menção a adolescente exige apuração imediata pelas autoridades. A divulgação de dados que permitam identificação de menor pode configurar outros delitos previstos no ECA.
Para servidores públicos da educação, a conduta pode violar princípios de moralidade, decoro e dignidade da função docente. Isso pode levar à abertura de Processo Administrativo Disciplinar que, dependendo da apuração, pode resultar em penalidades que vão de advertência até demissão/exoneração. Há jurisprudência do STJ sobre perda de cargo por atos que ferem a moralidade pública.
O caso cita diretamente Dudão Costa e a deputada Zeneide Costa, ambos com histórico de defesa dos direitos das mulheres. Até a publicação desta matéria, não houve manifestação pública do ex-prefeito nem da deputada sobre os áudios e sobre a conduta do apoiador.