Deputado R. Nelson protocola pedido de impeachment contra Clécio Luis por rombo nas contas do GEA

Deputado R. Nelson protocola pedido de impeachment contra Clécio Luis por rombo nas contas do GEA

O deputado estadual R. Nelson (PSD) protocolou na Assembleia Legislativa do Amapá um pedido de impeachment contra o governador Clécio Luís (Solidariedade).

O anúncio foi feito pelo parlamentar em vídeo divulgado nas redes sociais nesta sexta-feira, 24.

Segundo R. Nelson, a petição aponta vários motivos para abertura do processo. Os principais citados por ele:

1. Indução a erro da União - Acusação de que o Governo do Estado induziu a União ao erro para contratar uma operação de crédito de R$ 537 milhões em 2026. O deputado cita que houve apresentação de balanços contábeis que simulavam "irreal e elevada disponibilidade financeira".

2. Confissão de rombo - O parlamentar menciona a "confissão do governo do estado de um rombo de quase 1 bilhão de reais" para justificar a necessidade do empréstimo com garantia da União.

No documento protocolado, R. Nelson sustenta a possível configuração de crimes de responsabilidade previstos na Lei Federal nº 1.079/1950 e no art. 85 da Constituição Federal.

No trecho sobre "Dos Crimes Contra a Probidade Administrativa", o pedido cita: "Induzir a erro órgãos federais: Remeter balanços contábeis maquiados que simularam uma irreal e elevada disponibilidade financeira ao término do exercício anterior”.

R. Nelson pede que a presidência da ALAP receba e abra o procedimento de impeachment, com afastamento cautelar do governador.

"A Assembleia Legislativa tem a obrigação e o dever de investigar esses fatos porque são fatos gravíssimos e devem ser investigados e a população precisa de uma resposta porque é dinheiro público", afirmou o deputado no vídeo.

Ele encerrou dizendo: "Conte com a gente, vamos continuar investigando e fiscalizando o governo do estado. Vem com a gente. Estamos juntos”.

Agora o pedido será analisado pela Mesa Diretora da Assembleia Legislativa. Cabe à presidência da Casa decidir pelo recebimento ou não da denúncia e pela abertura da comissão processante.

O Governo do Estado ainda não se manifestou oficialmente sobre o protocolo. O espaço segue aberto.

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