A família de Erivelton Dias Fernandes, de 29 anos, denuncia demora no atendimento e na realização de uma cirurgia considerada urgente na rede pública de saúde do Amapá. Diagnosticado com tumor cerebral e hidrocefalia obstrutiva, o paciente está internado desde o dia 18 de julho e, segundo os familiares, seu quadro clínico tem se agravado enquanto aguarda o procedimento.
De acordo com a família, Erivelton deu entrada no Hospital de Emergência (HE) em 18 de julho, onde recebeu o diagnóstico confirmado de tumor cerebral associado à hidrocefalia obstrutiva. Diante da gravidade do caso, foi solicitada transferência de urgência para o Hospital de Clínicas Dr. Alberto Lima (HCAL).
Ainda conforme o relato, a transferência somente foi autorizada no dia 23 de julho, cinco dias após a solicitação inicial. A família afirma que a demora contribuiu para o agravamento do estado de saúde do paciente.
Após a chegada ao HCAL, os familiares foram informados de que a cirurgia não poderia ser realizada devido à indisponibilidade de leito na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), necessário para o período pós-operatório.
Outro ponto denunciado é que, desde que foi transferido para o HCAL, Erivelton não foi avaliado pelo médico neurologista da unidade, responsável pelo acompanhamento do caso e pela definição da conduta diária. Segundo a família, a ausência desse acompanhamento tem impedido a emissão de boletins médicos atualizados e deixado os familiares sem informações sobre a evolução clínica e a previsão para a realização da cirurgia.
A situação, segundo os parentes, tem provocado rápida piora no estado de saúde do paciente. Eles afirmam que Erivelton já perdeu totalmente a visão do lado esquerdo, perdeu cerca de 50% da visão do lado direito e também apresenta comprometimento progressivo da audição, sintomas que atribuem ao avanço da doença enquanto aguarda o tratamento definitivo.
Em manifestação divulgada nas redes sociais, familiares e apoiadores pedem que as autoridades competentes adotem medidas urgentes para garantir a realização da cirurgia e assegurar o direito constitucional à saúde. Eles destacam que a demora no tratamento de um paciente com diagnóstico de tumor cerebral representa risco à vida e exige uma resposta imediata do poder público.