Por definir Davi Alcolumbre como principal aliado, cúpula do PT nacional não prestigia Randolfe em Convenção

Por definir Davi Alcolumbre como principal aliado, cúpula do PT nacional não prestigia Randolfe em Convenção

A convenção que homologou o senador Randolfe Rodrigues (PT) como candidato à reeleição, realizada na última quinta-feira, 23, teve uma ausência que chamou atenção: nenhuma liderança nacional do Partido dos Trabalhadores.

O fato repercutiu justamente porque Randolfe é líder do governo Lula (PT) no Congresso Nacional. Nos bastidores, a explicação é o desgaste na relação entre o senador petista e a cúpula do partido por conta da aliança no Amapá com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil).

Segundo informações de Brasília, há 3 pontos principais que azedaram a relação:

1. Aliança com Davi Alcolumbre - Randolfe definiu o presidente do Senado como principal aliado na disputa do Amapá. A foto com Davi na convenção escancarou a parceria. Para o PT nacional, o movimento soou como "fichar" com o adversário do partido.

2. ⁠Votação no STF - A rejeição ao nome indicado por Lula ao STF, Jorge Messias, foi encabeçada por Davi Alcolumbre. O episódio gerou desconfiança interna sobre qual teria sido o voto de Randolfe.

3. Pauta 6x1 - A proposta de Lula para a escala 6x1 está parada no Senado por decisão de Davi. Integrantes do PT reclamam que Randolfe, como líder do governo, não fez cobrança pública ao presidente do Senado para destravar a pauta.

Enquanto o PT nacional sumiu, quem marcou presença foi Davi Alcolumbre. O presidente do Senado esteve na convenção ao lado de Randolfe, reforçando a aliança local.

O recado foi claro: no Amapá, a prioridade de Randolfe é a reeleição com apoio de Davi, mesmo que isso custe o prestígio com a cúpula do próprio partido.

Randolfe segue como líder do governo no Congresso, mas sem o respaldo ostensivo da direção nacional do PT.

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