Um novo desdobramento da disputa jurídica em torno da candidatura de Dr. Furlan (PSD) ao Governo do Amapá: Margleide Alfaia, presidente da Câmara Municipal de Macapá (CMM), teria usado de influência política para tentar suspender o laudo da POLITEC e, além disso, pediu a abertura de processo correcional contra as peritas responsáveis pelo documento.
O objetivo apontado por aliados de Furlan seria prejudicar a candidatura do ex-prefeito de Macapá às vésperas do julgamento registro no TRE-AP.
O laudo técnico da POLITEC-AP é peça central no processo que questiona a suposta fraude no protocolo da Câmara Municipal de Macapá em 05 de março, data da renúncia de Furlan à Prefeitura.
Segundo informações apuradas, a movimentação de Margleide teria ocorrido para barrar a validação do documento que atestou a fraude. A defesa de Furlan classifica como "tentativa de interferência indevida em prova técnica".
Além da articulação para suspender o laudo, Margleide também teria protocolado pedido de abertura de processo correcional contra as peritas da POLITEC que assinaram o relatório.
Para o grupo de Furlan, o pedido tem viés político e busca desqualificar as profissionais e o conteúdo do laudo.
Juristas ouvidos afirmam que processo correcional é instrumento administrativo para apurar conduta funcional, mas quando usado em período eleitoral pode ser lido como pressão sobre servidores.
O pedido de impugnação contra Furlan está em análise no TRE-AP. Além da ação assinada por Cícera Albuquerque (PCdoB), aliada do senador Randolfe Rodrigues (PT), outros pedidos também questionam a candidatura com base na fraude do protocolo da Câmara.
Até a publicação desta matéria, Margleide não se manifestou oficialmente sobre as acusações.