CNMP reabre ação extinta contra irmão de Dr. Furlan e provoca suspeita de perseguição política

CNMP reabre ação extinta contra irmão de Dr. Furlan e provoca suspeita de perseguição política

Marcado para esta quinta-feira (6), o julgamento do Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra o promotor de Justiça João Paulo de Oliveira Furlan, na Corregedoria Nacional do Ministério Público (CNMP), ocorre em meio à disputa pelo Governo do Amapá e tem sido tratado pela defesa como mais um episódio de perseguição política contra o grupo liderado pelo médico e ex-prefeito de Macapá Dr. Furlan (PSD), candidato ao Palácio do Setentrião e irmão de João Paulo.

Segundo a defesa, o procedimento foi reaberto mesmo tendo como fundamento provas que já foram consideradas ilícitas pela Corregedoria do Ministério Público do Amapá, pela Corregedoria Nacional do Ministério Público, pelo Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP) e pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O argumento é que não houve produção de qualquer fato novo capaz de justificar a retomada do caso.

Os advogados também sustentam que a movimentação ocorre em um momento politicamente sensível. O julgamento foi antecipado para poucos dias após a oficialização da candidatura de Dr. Furlan ao Governo do Estado e de Rayssa Furlan ao Senado.

Para a defesa, a coincidência reforça a percepção de que há uma tentativa de desgastar politicamente o grupo, justamente quando o candidato do PSD aparece na liderança das pesquisas de intenção de voto, enquanto o governador Clécio Luís (Uniã0), apoiado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), figura atrás na disputa.

É apontado nos bastidores, que órgãos federais estariam sendo utilizados para atingir adversários políticos, atribuindo essa suposta articulação ao grupo político de Davi Alcolumbre.

A reportagem do Diário do Poder procurou a assessoria de Davi Alcolumbre e aguarda retorno. O espaço segue aberto para manifestações.

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