“Decisão se baseou em processo já arquivado”, diz promotor João Furlan ao anunciar que vai recorrer de decisão do CNMP

“Decisão se baseou em processo já arquivado”, diz promotor João Furlan ao anunciar que vai recorrer de decisão do CNMP

O promotor de Justiça João Furlan divulgou nota pública nesta sexta-feira (7) em que comenta a decisão do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) relacionada a um processo administrativo em seu desfavor. No documento, ele afirma receber a decisão “com serenidade” e sustenta que o caso ainda não está encerrado.

Segundo João, a decisão administrativa não possui caráter definitivo e ainda depende do trânsito em julgado de ação judicial específica. Ele afirma que exercerá o direito de recorrer em todas as instâncias administrativas e judiciais cabíveis.

Na manifestação, o promotor também questiona os fundamentos do processo, alegando que o procedimento se baseia em uma prova cuja ilicitude teria sido reconhecida anteriormente pelo Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP), pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e pelo próprio CNMP em manifestações passadas.

Outro ponto destacado por João Furlan é a reabertura do processo. De acordo com ele, o procedimento havia sido arquivado definitivamente, com trânsito em julgado, em 2022, e foi reaberto no fim de 2025, sem a apresentação de fatos novos ou provas supervenientes. O promotor observa que a retomada ocorreu no período em que integrantes de sua família passaram a participar do cenário político-eleitoral do Amapá, circunstância que, segundo ele, merece reflexão.

Na nota, João Furlan afirma ainda que a condução do caso fortalece a percepção de que decisões de grande relevância institucional nem sempre são tomadas exclusivamente com base em critérios técnicos, especialmente quando, segundo sustenta, um processo é retomado sem novos elementos e baseado em prova que considera ilícita.

Ao final, o promotor reafirma sua confiança no Estado de Direito, no devido processo legal e nas garantias constitucionais, destacando seus mais de 20 anos de atuação no Ministério Público. Ele diz acreditar que a verdade dos fatos e o rigor da lei prevalecerão e que uma decisão administrativa passível de revisão não apagará sua trajetória profissional.

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