Apesar do Ministério Público Eleitoral (MP Eleitoral) expedir recomendação para impedir que a 55ª Expofeira seja utilizada para promoção pessoal ou eleitoral de agentes políticos e pré-candidatos, o candidato à reeleição ao governo do Amapá, Clécio Luis (União Brasil), não vem cumprindo.
Na abertura do evento no sábado, 08, Clécio saiu pelas ruas da Fazendinha, em cavalgada ao lado do senador Randolfe Rodrigues (PT) e do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil). Momento este que faz parte da abertura oficial do evento.
No domingo, 10, ao lado do senador Davi, o próprio governador foi como motorista até ao aeroporto de Macapá, pegar o cantor Gustavo Lima e levar na casa de um fã em Santana. O fato chamou atenção e muitas pessoas estiveram no local. O vídeo foi postado nas redes sociais do presidente do Senado.
As atividades na Expofeira de Clécio saem totalmente da recomendação do MPE: “preservem o caráter exclusivamente institucional da Expofeira 2026, abstendo-se de utilizar o evento para promoção pessoal, política ou eleitoral de quaisquer agentes públicos, autoridades, detentores de mandato eletivo, pré-candidatos ou futuros candidatos”, diz o MPE.
A recomendação assinada pela procuradora regional eleitoral no Amapá, Sarah Teresa Cavalcanti de Britto, busca assegurar a moralidade administrativa e a igualdade de oportunidades antes do início oficial da campanha eleitoral, marcado para 16 de agosto.
O Ministério Público Eleitoral também orienta que as autoridades evitem discursos e pronunciamentos de enaltecimento pessoal, prestação individualizada de contas ou pedidos de apoio político. Os palcos, camarotes institucionais e áreas VIP não podem ser transformados em palanques para atos de pré-campanha. Além disso, os organizadores devem proibir a distribuição de brindes, panfletos, camisetas e bonés que configurem promoção de futuros candidatos.
O órgão eleitoral adverte que o descumprimento das diretrizes poderá levar ao ajuizamento de ações judiciais por propaganda eleitoral antecipada, abuso de poder político ou econômico e condutas vedadas. Os envolvidos também estarão sujeitos a responder por atos de improbidade administrativa. Os órgãos notificados devem dar ciência formal dos termos a todos os servidores e fornecedores contratados para as festividades.