A tentativa de tirar da disputa ao governo do Amapá, Dr. Furlan (PSD), além de ser frustada pelo TRE-AP, agora as acusadas de fraude no protocolo da Câmara Municipal de Macapá (CMM), ainda terão muita dor de cabeça na esfera da justiça criminal onde respondem à processos.
Por denunciação caluniosa à membros do MP-AP e Gaeco, na véspera do julgamento no TRE, a 2ª Vara Criminal de Macapá recebeu a denúncia do MP-AP contra Jamaira da Silva Ferreira - nome diretamente ligado à suposta fraude no protocolo da Câmara.
Na decisão, o juiz afirma que há prova da materialidade e indícios de autoria delitiva e que a denúncia narra os fatos "de maneira lógica e condizente com os elementos de informação". Com isso, Jamaira passa a ser ré em ação penal.
As acusadas já respondem a outro processo na esfera criminal pela acusação de fraude no protocolo onde teriam sido alteradas informações para indicar que uma representação contra Furlan havia sido apresentada antes de sua renúncia à Prefeitura, ocorrida em 5 de março de 2026.
A investigação do MP aponta que o grupo teria forjado protocolos e documentos na Câmara Municipal para criar uma suposta causa de inelegibilidade contra Dr. Furlan - justamente a tese que foi derrubada por unanimidade no TRE-AP.
A estratégia de usar um "protocolo fraudado" como base para impugnação eleitoral ruiu. O TRE entendeu que não há inelegibilidade.
Agora, além de ter que enfrentar Dr. Furlan nas urnas, o grupo terá que se explicar à Justiça Criminal a suposta fraude no protocolo da Câmara. Nos bastidores já comenta-se que as acusadas podem fazer delação premiada e entregar possíveis mandantes da fraude.