Coligação de Clécio move ação contra delegado que combate facções e leva revés na Justiça Eleitoral

Coligação de Clécio move ação contra delegado que combate facções e leva revés na Justiça Eleitoral

A coligação que tem Clécio Luis (União Brasil) como candidato ao governo do Amapá ajuizou uma representação contra o delegado Estéfano Santos, titular da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO), e perdeu na primeira decisão.

A ação questiona a participação do policial em um vídeo divulgado nas redes sociais, no qual ele comenta informações relacionadas a uma reportagem e afirma não haver elementos investigativos que vinculassem o candidato Dr. Antônio Furlan a organizações criminosas.

Estéfano é um dos delegados de atuação mais destacada da Polícia Civil do Amapá. À frente da DRACO, esteve à frente de grandes operações que resultaram na prisão e retirada de circulação de lideranças de facções, além de investigações contra lavagem de dinheiro e a estrutura financeira desses grupos.

Na representação, a coligação sustenta que a utilização da imagem e da credibilidade institucional de uma autoridade policial em conteúdo relacionado à disputa eleitoral poderia caracterizar abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação.

A Justiça Eleitoral negou o pedido de retirada imediata do vídeo. O juiz entendeu que os elementos apresentados inicialmente não eram suficientes para justificar a medida de urgência. O caso seguirá para apresentação de defesas e análise das provas.

Sobre a ofensiva em cima do delegado, em Carta Aberta de Apoio e Solidariedade divulgada no dia 12 de setembro e assinada digitalmente por 41 delegados, eles afirmam que houve uma “irresponsável descontextualização” da fala de Estéfano.

Segundo a carta, a entrevista original do delegado teve caráter estritamente institucional, sobre rotas fluviais do tráfico de drogas e o atual cenário de combate ao crime organizado no Amapá, sem qualquer relação com fatos políticos.

Para os delegados, transformar uma manifestação técnica em narrativa político-eleitoral é "uma afronta inaceitável" e uma tentativa de instrumentalizar a credibilidade da Polícia Civil, que é uma "Instituição de Estado, desvinculada de governos ou interesses partidários".

O documento ainda reafirma confiança na integridade do delegado Estéfano e cobra retratação pública dos veículos que fizeram a edição tendenciosa.

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