O Relatório de Gestão da Polícia Militar do Amapá de 2022 a 2025, assinado pelo Comando-Geral e enviado ao TCE/AP, escancara um déficit crônico e sem solução na corporação.
Mesmo com a entrada de novos soldados nos últimos dois anos, a PM nunca chegou nem a 43% do efetivo que deveria ter.
Confira:
1. Exercício de 2022
- Efetivo Previsto em Lei: 7.932 militares
- Efetivo Real/Existente: 3.081 militares
- Percentual de Ocupação: 39%
- Obs: 112 militares já aguardavam decreto para inatividade
2. Exercício de 2023
- Efetivo Previsto em Lei: 7.932 militares
- Efetivo Real/Existente: 3.390 militares
- Percentual de Ocupação: 42,73%
- Obs: 106 militares aguardando reserva/reforma
3. Exercício de 2024
- Efetivo Previsto em Lei: 7.932 militares
- Efetivo Real/Existente: 3.218 militares
- Percentual de Ocupação: 40,56%
- Obs: 41 militares aguardando inatividade
4. Exercício de 2025
- Efetivo Previsto em Lei: 7.930 militares
- Efetivo Real/Existente: 3.408 militares
- Percentual de Ocupação: 42,97%
- Obs: 13 militares em processo de inatividade
Ou seja: em 2025, faltam 4.522 PMs para atingir o previsto em lei. É um rombo de 57%.
O documento mostra ainda que houve queda de efetivo entre 2023 e 2024, de 3.390 para 3.218, mesmo com nomeações. Isso é reflexo da evasão por aposentadoria, reserva e desligamentos.
É o retrato da insegurança no Amapá: o governo Clécio vem mantendo a PM com menos da metade da tropa necessária para cobrir Macapá, Santana e principalmente os municípios do interior e áreas de fronteira.