Derrotado no Amapá, Randolfe busca reeleição de Lula para se manter na política

Derrotado no Amapá, Randolfe busca reeleição de Lula para se manter na política

O dia 04 de outubro de 2026 entrou para a história como o fim de uma era no Amapá. O senador Randolfe Rodrigues (PT), líder do governo Lula no Congresso e dono de uma cadeira no Senado desde 2011, foi varrido das urnas.

Com 163.857 votos (18,55% dos válidos), Randolfe ficou em terceiro lugar na disputa por duas vagas ao Senado, atrás de Rayssa Furlan (Podemos) - 264.799 votos (29,98%) e Lucas Barreto (PSD) - 213.948 votos (24,22%).

Foi uma derrota dupla e simbólica. Perdeu o governo com seu aliado Clécio Luís (37,47%) para Dr. Furlan (62,25%) e perdeu sua própria reeleição para a esposa do adversário.

Após dois mandatos consecutivos, trajetória que passou por PT, PSOL, Rede e sem partido antes de voltar ao PT em 2024, Randolfe deixa a Casa em janeiro de 2027 sem mandato, sem palanque no estado.

Em discurso logo após a derrota, Randolfe tentou amenizar: "Nas eleições, na democracia, ao vencedor, não cabe a soberba, ao derrotado, não cabe o ódio", cumprimentando os eleitos.

Em seguida, anunciou o que agora é sua única tábua de salvação: dedicação total à campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno presidencial contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), marcado para o dia 25 de outubro.

Nos bastidores de Brasília, a leitura é unânime: se Lula perder, Randolfe fica sem mandato, sem ministério e sem padrinho. Se Lula ganhar, Randolfe tenta emplacar um ministério, uma estatal ou a liderança do governo no Congresso como cargo comissionado - já que não terá mais voto no plenário.

É o último suspiro político de quem já foi o homem mais poderoso do Amapá em Brasília e que agora depende exclusivamente de Lula para continuar respirando politicamente.

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