Nem a derrota histórica sofrida nas urnas no dia 4 de outubro fez a oposição parar com a fábrica de fake news no Amapá.
Diante de mentiras que circularam nos últimos dias em páginas ligadas ao atual governo, como MCP News Oficial e Jari Notícias, a senadora eleita Rayssa Furlan (Podemos) precisou gravar vídeo nesta quinta-feira (29) para desmentir de forma categórica que abriria mão do seu mandato.
Os boatos, com o mesmo roteiro de sempre, diziam: "RAYSSA PODE ASSUMIR SECRETARIA E ENTREGAR VAGA NO SENADO PARA CUNHADO" - alegando que ela não assumiria o Senado para ocupar uma pasta no governo do Estado, que será comandado a partir de 2027 pelo governador eleito Dr. Furlan (PSD), e entregaria a vaga ao seu suplente, Neto Furlan (Podemos).
Em vídeo direto, sem rodeios, Rayssa foi taxativa: "O que eu quero deixar bem claro é que essa informação que tem sido divulgada é falsa. Não existe qualquer decisão nesse sentido. E o meu compromisso é com o povo do Amapá que me confiou por meio do voto a responsabilidade de representá-lo no Senado Federal."
A senadora eleita, que fez história ao se tornar a mais votada do Amapá, ainda pediu cuidado com páginas que "repetidas vezes propagaram inverdades" a seu respeito e orientou que informações oficiais sejam buscadas apenas em suas redes sociais oficiais.
"As eleições acabaram, as eleições passaram, mas infelizmente os ataques e as especulações infundadas continuam. Peço que tenham muito cuidado com essas informações", disse.
Ao final, Rayssa agradeceu os votos e reafirmou o compromisso com o povo amapaense: "Eu sei da minha responsabilidade, sei da responsabilidade que eu recebi e podem ter certeza que eu vou honrar cada voto, com muito trabalho, dedicação e compromisso. A campanha acabou, mas o nosso trabalho pelo Amapá está apenas começando. Muito obrigada de todo meu coração."
Rayssa Furlan foi a senadora mais votada da história do Amapá no primeiro turno de 4 de outubro, fazendo dobradinha histórica com Lucas Barreto (PSD) - os dois senadores eleitos na chapa do governador eleito Dr. Furlan com 62,75% dos votos, que sepultou o projeto político de Clécio, Davi e Randolfe no Estado.