É uma inversão revoltante de prioridades que expõe a face mais cruel da gestão tampão de Pedro DaLua (União Brasil) à frente da Prefeitura de Macapá.
Enquanto o prefeito interino desfila tranquilidade, sorrindo em corridas de rua e eventos, os servidores da Prefeitura de Macapá enfrentam a dura realidade de não ter salário no bolso. Tem trabalhador relatando que está passando necessidade, sem saber como pagar as contas, comprar comida e sustentar a própria família.
Mas dinheiro para blindar a própria imagem, isso tem.
Um relatório oficial da Secretaria Municipal de Comunicação Social, emitido em 01/11/2026, com base em pagamentos do dia 22/10/2026, revela que a gestão DaLua fez um pagamento milionário para o setor de comunicação antes de calotear os servidores.
São R$ 1.205.862,86 em apenas 15 pagamentos identificados somente nas páginas 7 e última do relatório. O valor é parcial - apenas de Comunicação Social.
Confira os pagamentos:
Documento 22100015 - R$ 224.719,74
Documento 22100052 - R$ 301.920,32
Documento 22100051 - R$ 46.433,20
Documento 22100050 - R$ 58.376,00
24/09/2026 - mais 11 pagamentos que variam de R$ 38 mil a R$ 61 mil
Ou seja, enquanto o servidor que varre a rua, que atende na UPA, que cuida da praça, espera o salário para comer, a gestão interina torrava mais de R$ 1,2 MILHÃO para tentar melhorar sua imagem na mídia.
E o relatório completo da Prefeitura é ainda mais assustador: soma R$ 8.441.288,53 em pagamentos de todas as áreas - dinheiro que saiu do cofre no mesmo período em que a cidade virou um lixão a céu aberto, o transporte público entrou em greve por falta de pagamento e as UBSs ficaram sem remédio.
Para quem administra, a vida segue normalmente, com pagamentos milionários para comunicação. Para quem trabalha e mantém a máquina pública funcionando, sobra angústia, dívida e humilhação.
Salário não é favor, é direito. Mas na gestão DaLua, a prioridade não é o servidor. É a propaganda.
Até quando Macapá vai pagar essa conta?