O caos administrativo imposto pelo prefeito tampão Pedro DaLua (União Brasil) à Prefeitura de Macapá chegou ao limite e agora atinge quem está na linha de frente cuidando da saúde da população.
Os trabalhadores da Estratégia Saúde da Família (ESF) de Macapá decidiram cruzar os braços e paralisar as atividades nesta quarta-feira, 04, em protesto contra o atraso no pagamento de suas remunerações.
São médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, agentes comunitários de saúde e demais profissionais que atendem diariamente nos postos dos bairros, que estão sem receber salário e sem saber quando vão receber.
A paralisação é por tempo indeterminado e afeta todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) da capital. Quem precisa de consulta, vacina, pré-natal, acompanhamento de hipertensos e diabéticos fica sem atendimento.
O Sindaesf - Sindicato dos Trabalhadores da Estratégia Saúde da Família está ao lado dos trabalhadores e reforçou a convocação:
"O Sindaesf está ao lado dos trabalhadores e reforça o convite à participação de todos aqueles que se sentem prejudicados e tiveram seus direitos desrespeitados. É hora de unir forças e lutar pelo que é nosso por direito!"
A situação é o retrato da inversão de prioridades da gestão DaLua. Na semana passada, como revelou relatório oficial, a Prefeitura torrou R$ 1,2 milhão em apenas 15 pagamentos para Comunicação Social para tentar blindar a imagem do prefeito tampão. Para o marketing, dinheiro na hora. Para quem trabalha, calote.
Enquanto DaLua desfila tranquilidade em corridas de rua, servidores relatam que estão passando necessidade, sem dinheiro para pagar contas e comprar comida para a família.
Primeiro foi a coleta de lixo que colapsou, depois o transporte público entrou em greve por falta de pagamento, as UPAs ficaram sem remédios, a cidade foi tomada por buracos e lixões a céu aberto. Agora, o calote chega aos salários.
A ESF é a porta de entrada do SUS. Sem a ESF, a saúde básica de Macapá para. E a culpa tem nome e sobrenome: Pedro DaLua.