Birra na transição é sinal que Clécio poderá não entregar faixa de governador a Dr. Furlan

Birra na transição é sinal que Clécio poderá não entregar faixa de governador a Dr. Furlan

Quem perde a eleição mas não perde a birra, dá sinais claros do que vem por aí. Falta menos de dois meses para o fim do governo Clécio Luís (União Brasil) e o comportamento do atual governador nos bastidores escancara um ressentimento que vai além da política: é pessoal.

No último dia 04 de novembro completou um mês que Clécio foi derrotado por Dr. Furlan (PSD) por 62,75% dos votos. Desde então, a transição simplesmente não aconteceu.

Dr. Furlan protocolou ofício pedindo a transição no dia 06 de outubro. Teve que reiterar no dia 14 de outubro. Designou dois nomes de confiança - Ivo Mello e Diego Santos - com telefone e e-mail. E até agora? Nenhuma planilha, nenhum dado, nenhum acesso. Apenas silêncio e promessas vazias.

Essa birra na transição não é por acaso. Nos bastidores do Setentrião, a avaliação é unânime: quem se recusa a entregar os números do governo hoje, é o mesmo que vai se recusar a entregar a faixa de governador amanhã.

Repassar a faixa é o gesto simbólico máximo da democracia. É reconhecer que o povo escolheu outro caminho. É admitir a derrota com grandeza. E tudo indica que Clécio Luís não tem essa grandeza.

A recusa em receber a equipe de transição é a prévia do que deve acontecer no dia 06 de janeiro de 2027. Clécio deve repetir o roteiro de governadores birrentos que, derrotados nas urnas, fogem pela porta dos fundos e não têm coragem de olhar no olho do sucessor e do povo.

Dr. Furlan não precisa da faixa de Clécio. Ele já recebeu a faixa mais importante: a do povo do Amapá, com votação histórica em todos os 16 municípios.

Se Clécio não quiser passar a faixa, o problema não é de Dr. Furlan. É de Clécio com a história.

A democracia segue, com ou sem birra.

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